O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) defendeu uma campanha pública para “salvar a vida de milhares de pessoas”: a demissão de funcionários que celebram assassinatos ou incentivam violência online. Em discurso contundente, Gayer afirmou que celebrar a morte de um pai de família ou postar mensagens de ódio não é questão ideológica, mas sinal de psicopatia — comportamento que, segundo ele, representa risco real à segurança de colegas e clientes.

Para o parlamentar, a iniciativa #DemitaExtremistas (ou #DemitaPsicopatas) não pretende punir por crença política, mas proteger empresas contra “sabotadores morais” que corroem cultura, disciplina e resultados. Gayer alertou que esses perfis se disfarçam de pessoas do bem — “posteando versos bíblicos na bio” — enquanto promovem ódio nas redes sociais e sabotam o ambiente de trabalho.
O deputado também traçou um panorama histórico-ideológico: associou o que chama de pensamento “woke” a um processo longo de destruição da família, da autoridade e da moral, desde ruptura com a Igreja até revoluções políticas que, na visão dele, dissolveram referências essenciais à civilização. Quando esse espírito entra numa empresa, argumentou, a organização perde missão, autoridade e, por fim, sua própria existência.
Gayer afirmou que demitir extremistas não é ato ideológico, mas “responsabilidade moral” do líder que quer preservar cultura organizacional. Ele defendeu que empresas identifiquem e afastem funcionários que comemoram a morte de adversários ou fazem ameaças públicas, sugerindo até envio de campanhas e guias para gestores que têm “medo de demitir”.
O parlamentar relacionou o fenômeno à radicalização de jovens em escolas e universidades e citou como gatilho a repercussão internacional do assassinato de Charlie Kirk, cuja celebração por parte de militantes, segundo Gayer, escancarou a “possessão ideológica” de um segmento que agora precisa ser enfrentado.









