O ministro Alexandre de Moraes deu cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre um pedido de prisão preventiva contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O pedido surge após declarações do parlamentar em entrevista ao SBT Brasil, onde ele afirmou que as sanções impostas pelos Estados Unidos ao Brasil devem continuar se uma anistia ampla não for aprovada.
Declarações e candidatura presidencial em 2026
Durante a entrevista, Eduardo Bolsonaro também confirmou que pretende concorrer à Presidência da República em 2026, caso o pai, Jair Bolsonaro, hoje inelegível e condenado à prisão domiciliar, não possa disputar.
“Estou maduro o suficiente para isso. A única coisa que me fará não sair candidato é a candidatura do presidente Jair Bolsonaro”, afirmou.
O deputado ressaltou ainda que, mesmo diante da possibilidade de prisão, pretende fazer campanha pelas redes sociais, reforçando que não recuará diante das pressões políticas e judiciais.
Críticas e tensões políticas
O parlamentar descartou a possibilidade de apoiar propostas de “anistia parcial” para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro, defendendo que qualquer anistia deve ter como marco inicial 2019.
Segundo ele, medidas paliativas não trarão paz política e podem apenas aumentar a pressão internacional.
Eduardo também negou desentendimentos com o pai, afirmando nunca ter recebido “puxões de orelha” ou críticas diretas de Jair Bolsonaro sobre sua atuação.
Elogios a Donald Trump e críticas ao governo Lula
Na mesma entrevista, Eduardo Bolsonaro elogiou o ex-presidente Donald Trump pela atuação na Assembleia Geral da ONU, classificando sua postura como “genial e imprevisível”.
Ele afirmou que Trump “desmontou toda a estratégia de Lula”, ao convidá-lo publicamente para uma reunião — algo que, segundo o deputado, expôs a contradição do discurso petista sobre a falta de diálogo internacional.
Risco de prisão e possíveis mudanças partidárias
Eduardo admitiu o risco de ser preso caso retorne ao Brasil, mas declarou que continuará defendendo suas pautas políticas “até o fim”.
Ele também não descartou deixar o PL caso não receba o suporte necessário para disputar o Planalto em 2026. “Gostaria de continuar no partido do presidente Bolsonaro, mas é preciso haver estrutura e apoio”, disse.







