Em vídeo divulgado nas redes sociais, o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) afirmou que a eventual recondução de Paulo Gonet Branco ao cargo de procurador-geral da República (PGR) representa uma oportunidade para o Senado “enfraquecer a ditadura do Judiciário”. A votação da recondução de Gonet está prevista para ocorrer até o dia 15 de novembro, após passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.
Segundo o parlamentar, há uma “oportunidade histórica” para os senadores evitarem a recondução de Gonet, a quem ele acusa de atuar de forma submissa ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). “Desde que o Gonet se tornou PGR, nós deixamos de ter uma Procuradoria-Geral da República e passamos a ter uma espécie de escritório adjacente ao STF”, afirmou Gayer, em referência ao atual relacionamento entre as duas instituições.
Gayer também relembrou a sabatina e aprovação de Gonet no Senado durante sua primeira nomeação, ocorrida junto com a indicação de Flávio Dino ao STF, e criticou o que considera uma “falta de independência” da PGR. “Tudo que o Moraes manda, o Gonet faz. Ele se tornou um office boy do Alexandre de Moraes”, declarou o deputado.
Durante o vídeo, o parlamentar citou uma pesquisa segundo a qual parte da população enxerga o Judiciário como a principal ameaça à democracia brasileira. Para Gayer, essa percepção reforça a necessidade de impedir a recondução de Gonet. “Reconfirmar o nome de Gonet é fortalecer aquilo que o Brasil já reconhece como a maior ameaça à nossa democracia”, disse.
Paulo Gonet foi indicado ao cargo de procurador-geral da República pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e assumiu o posto após aprovação no Senado. Críticos afirmam que sua gestão teria ampliado o alinhamento institucional com o STF, especialmente com o ministro Alexandre de Moraes. Em eventos públicos, Gonet já elogiou o ministro, afirmando que Moraes demonstra “coragem cívica e heróica” na condução de temas eleitorais e democráticos.
Gayer encerrou o vídeo convocando os senadores que assinaram o pedido de impeachment de Moraes — atualmente 41, segundo ele — a votarem contra a recondução do procurador. “Se quisermos restabelecer a normalidade democrática, Gonet não poderá ser reconduzido”, afirmou o parlamentar, pedindo que os eleitores pressionem seus representantes no Senado.







