O deputado federal Gustavo Gayer comentou em suas redes sociais a mais recente entrevista do ministro Luís Roberto Barroso, que deixou a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Gayer, a fala de Barroso escancara o verdadeiro uso dos inquéritos conduzidos pela Corte nos últimos anos.

Durante a entrevista, Barroso afirmou que “qualquer inquérito que dure seis anos inevitavelmente terá decisões contestadas” e chegou a admitir que o processo foi uma forma de “resistência democrática”. Para Gayer, essa declaração é preocupante, pois revela que medidas judiciais foram utilizadas para perseguir opositores políticos, derrubar perfis em redes sociais e até mesmo autorizar buscas e apreensões contra parlamentares e cidadãos comuns.

Barroso também defendeu Alexandre de Moraes, afirmando que os conteúdos removidos das redes sociais eram “criminosos” e “atacavam a democracia”. Entretanto, críticos alegam que decisões da Suprema Corte configuraram censura, criminalizando hashtags, postagens e até conexões entre usuários em redes sociais.
O ministro ainda revelou que considera a possibilidade de deixar o STF, mencionando um “retiro espiritual” após anos de desgaste na Corte. Gayer ironizou a fala, lembrando da relação antiga de Barroso com o médium João de Deus.

Outro ponto polêmico foi a declaração de Barroso sobre pedidos de impeachment de ministros. Segundo ele, tais processos devem ser tratados com “maus olhos”, salvo em casos de corrupção comprovada ou crimes de responsabilidade. Gayer rebateu afirmando que o STF teria impedido investigações de corrupção contra a própria Corte e que “crimes de responsabilidade não faltam”.
Para o deputado, a fala de Barroso mostra o quanto o STF atua de forma política e fora de suas atribuições constitucionais, interferindo diretamente nos rumos do país.








