O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) voltou a afirmar que a chamada lista Magnitsk — sancionada por autoridades estrangeiras — pode ter desdobramentos concretos no Brasil, incluindo multas bilionárias e medidas contra o Banco do Brasil. Em vídeo publicado nas redes, Gayer disse haver sinais de que investigação internacional sobre a aplicação de sanções estaria “iminente” e criticou a postura, segundo ele, protetora do banco em relação ao ministro Alexandre de Moraes.
Ameaça de multas e exclusão do sistema financeiro
Gayer afirmou que, caso o Banco do Brasil seja considerado omisso no cumprimento de listas de sanções (OFAC), o país pode enfrentar penalidades semelhantes às aplicadas a grandes bancos no passado — citando multas na casa dos bilhões que podem, na sua avaliação, “cancelar” instituições financeiras perante o sistema internacional. “Se um banco não acatar, corre risco de ser cortado do sistema financeiro internacional”, disse o deputado.
Conexão com importações da Rússia e novas tarifas
O parlamentar também relacionou o tema à política externa e comercial do governo, apontando que o aumento das compras de petróleo da Rússia pelo Brasil poderia motivar a aplicação de tarifas e restrições, como ocorreu com a Índia. Segundo Gayer, o país triplicou importações russas e isso, aliado a supostas omissões, colocaria o Brasil em risco de retaliação econômica.
Magnitsk e alvos pessoais
Gayer lembrou que a “Magnitsk” já teria atingido estruturas ligadas ao ministro Alexandre de Moraes — desde sites até contas e cartões — e fez críticas à proteção declarada por instituições como o Banco do Brasil. “O site do escritório foi derrubado, mas sanções virão”, afirmou, responsabilizando a direção do banco e o governo por eventuais consequências econômicas.
Tom político e alerta à população
O discurso teve tom de alerta: Gayer vinculou as sanções a uma suposta defesa do ministro por parte de autoridades e afirmou que a questão não é apenas jurídica, mas econômica e de soberania nacional. Ele concluiu apelando à atenção do público para os riscos que, na sua visão, estariam sendo negligenciados por parte do governo.










