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Jeffrey Chiquini denuncia investigação da PF contra ministro do STF e fala em “criminalização da advocacia”

O advogado Jeffrey Chiquini, responsável pela defesa de Felipe Martins, fez duras críticas à Polícia Federal após revelações de que até o ministro do STF André Mendonça teria sido investigado em meio aos processos relacionados a suposta trama golpista. Para Chiquini, o caso representa um “absurdo inimaginável” e um ataque direto às garantias constitucionais.

PF teria investigado ministro do STF

Segundo o advogado, a Polícia Federal chegou a apurar se Mendonça teria envolvimento em manobras para retirar a relatoria de Alexandre de Moraes. “Isso nunca se viu na história do Brasil”, afirmou, levantando a hipótese de que a iniciativa possa ter partido de outros ministros.

O mandado de segurança de Felipe Martins

Chiquini relembrou que, diante da proximidade da audiência de seu cliente, entrou com mandado de segurança para garantir o devido processo legal e a ampla defesa. O recurso, inicialmente esperado para cair com Edson Fachin, foi redistribuído para André Mendonça após sorteio. A decisão do ministro, porém, não ocorreu a tempo e a audiência seguiu normalmente.

Mensagens no celular de Bolsonaro e relatório da PF

O advogado destacou ainda que mensagens recuperadas do celular de Jair Bolsonaro, enviadas por Eduardo Bolsonaro, mencionavam seu mandado de segurança. Esse fato, segundo relatório da Diretoria de Inteligência da PF, foi interpretado como indício de “ação coordenada” entre defesa e investigados para tumultuar o processo.

“Tentativa de golpista é criminalizar a defesa”

Chiquini reagiu com indignação:

“A Polícia Federal está dizendo que um advogado, no exercício da defesa, usou um remédio constitucional legítimo para tumultuar o processo. Isso é criminalizar a advocacia.”

Para ele, o mandado de segurança foi técnico e legítimo, questionando nulidades graves do processo. “Esse é o absurdo do absurdo. Estão tentando transformar garantias constitucionais em crime”, concluiu.

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